sexta-feira, 7 de março de 2014

Momentos de reflexão...

Vivemos num dos países mais heterogêneos do mundo, com uma variedade de povos e religiões, estamos todos num mesmo território chamado Brasil. Nesse país em que todos, mulheres e homens, têm direito ao voto e a opinião, ainda precisamos amadurecer e aprender a exercer um dever soberano: o respeito às diversidades. Falo do respeito às diferenças intelectuais, sociais, raciais, regionais, religiosas, de gênero e de sexualidade.

Não é fácil respeitar as diferenças, ainda mais quando elas fogem daquilo que chamamos de "normal", ou seja, daquilo que nos foi ensinado de que é imutável e de que não pode ser transformado para não mexer no ciclo natural do universo. Mas, o mundo mudou e continuará mudando ao longo do tempo, a aquisição da informação e o direito a questionar se globalizou; as necessidades físicas, psíquicas e morais dos seres humanos mudaram; as relações de autoridade já não existem como outrora. Precisamos, urgentemente, aprender a valorizar o ser humano por sua essência, não por sua aparência, gênero, sexualidade ou religião.

Hoje as pessoas se odeiam por conta do credo religioso, se matam por divergência política e tramam a morte de outros pela opção sexual ou pela camisa de time que estão usando. E o que mais me impressiona nessa história toda, é que são justamente as pessoas públicas (as mais visadas, seguidas e idolatradas) que apregoam alguns dos discursos mais sexistas, homofóbicos e hegemônicos que circulam por ae. São líderes políticos e religiosos, formadores de opiniões, que não percebem o estrago que estão fazendo numa sociedade, que geram pessoas intolerantes. Querid@s vocês deveriam estar atuando de maneira contrária, suas convicções morais e religiosas são suas e vocês têm o direito de tê-las, mas não precisam distorcer as dos demais.

Não estamos dando o devido valor a vida. Sejamos mais humanos e menos juízes, mais caridosos e menos hipócritas. O tempo em que se fomenta a discriminação, o ódio e a intolerância poderia estar sendo melhor utilizado criando políticas que de fato iriam contribuir para a sociedade ou proclamando filosofias religiosas que transformariam as vidas de pessoas sem perspectivas de vida.

Lembre-se sempre...o respeito não é um favor, mas sim uma obrigação!

Um abraço a tod@s
Por Priscila Messias
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