quinta-feira, 15 de março de 2018

Não nos calaremos!

Ela não defendia bandido,
Ela usava sua voz para defender os iguais
Negros, pobres, mulheres e homossexuais.
Nem todo negro é bandido,
Nem todo pobre é vagabundo,
Nem toda mulher é vadia,
Nem todo homossexual tem que morrer.

Ela não defendia bandido.
Buscava a justiça restaurativa,
aquela que trata o homem como homem,
aquela que não transforma homens em animais selvagens.

Ela falava do direito a vida.
Direito a escolher se quer gerar uma vida.
Direito de ter uma vida com dignidade.
Direito de voltar pra casa com vida.

Ela defendia o direito do pobre:
à educação, esporte, lazer e cultura
Ela falava de dignidade,
Ela falava de oportunidades.

Mataram uma mulher que lutava,
Lutava por mim e até por você.
Tiraram-lhe a vida,
Mas sua voz ecoou e o mundo todo escutou.

Por Marielle, por Maria, Sandra e muitas outras
Que morreram porque incomodavam,
Que morreram porque falavam,
Que morreram em combate para que muitas outras pudessem viver.

Por Priscila Messias

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

50 tons - uma história roubada de nós

Eu e mais 70 milhões de mulheres no mundo todo devoramos os três livros da série 50 tons de E.L.James, confesso que quando fui ao cinema assistir o primeiro filme da trilogia me decepcionei bastante - como estou acostumada aos filmes brasileiros regados a peitos e pênis a mostra, e cenas de sexo que não me parecem nem um pouco cenográficas - “50 Tons de Cinza” não me impactou nem um pouco por demonstrar nitidamente a timidez e falta de sintonia entre os atores e isso me tirou a vontade de ver os filmes seguintes para não perder a magia de sensualidade dos livros.

Mas, por total curiosidade e bem após a estreia, assisti o segundo filme, “50 Tons mais Escuros”, e apesar de ter achado o casal um pouco menos desconcertados e as cenas apresentarem uma proposta mais quente notei que apenas Anastasia Steele aparecia nua e em destaque nas cenas mais sensuais, aí me perguntei se o filme, ao contrário do livro, não estaria sendo contado por olhos masculinos, e Bingo! O segundo e o terceiro filme não foram mais dirigidos ou tiveram roteiros escritos por mulheres e sim por homens, o diretor agora é James Foley e o roteirista é o marido da escritora, Niall Leonard.

Segundo sites sobre filmes, a diretora Sam Taylor-Johnson e a roteirista Kelly Marcel se indispuseram com a autora do best-seller e desistiram da sequência. Até entendo que esse tipo de treta aconteça na indústria do cinema, mas quem disse à Universal que homens seriam capazes de reproduzir uma história que foi contada por uma mulher? Não é possível que não existiram diretoras e roteiristas mulheres com competência para dar continuidade aos filmes. Não sei se estou dizendo asneiras ou se estou sendo insana, mas precisava compartilhar que não gostei e me senti violada quando percebi que a historia já não estava mais sendo narrada por Anastasia, mas por Christian.

O livro havia me envolvido de uma forma que nenhuma outra literatura havia feito, e quando vi o segundo filme me senti traída por terem roubado a áurea feminina da história e transformado toda a saga num conto erótico masculino que não necessita de enredo, só de peitos e bundas femininas à mostra. Já estou cansada de ver nossas histórias sendo contadas por homens que acham que sabem sobre nossos desejos e anseios. Fica registrada aqui minha indignação sobre o fato e que pensemos seriamente sobre o assunto.

Um abraço a tod@s,
Por Priscila Messias

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Sou negra sim!

Não sou branca nem preta,
me chamam de morena, mulata ou parda, enfim...
fazem de tudo para me tirar a negritude
e o sangue crioulo que corre em mim.

Alguns dizem que tenho sorte,
de minha pele mais clara ser.
Mas não é sorte ter tido uma ancestral violada
tentando seu povo embranquecer.

Ainda assim sou filha de Dandara, Tereza e Aqualtune
Que não se deixaram vencer
Lutaram, resistiram e deixaram o seu legado
e uma forte mulher me encorajam a ser.

Na verdade, acho que tenho sorte mesmo.
Sorte de ter o espírito da África em mim.
Sorte de ter os cabelos crespos, os lábios carnudos e um largo nariz.
Sorte de poder dizer que sou negra sim!

Por Priscila Messias para todas as mulatas, pardas, negras da cor roubada.


https://alagoas200.com.br/noticias/historia/2017/9/5592-princesas-negras-simbolos-de-coragem-e-resistencia-contra-a-escravidao-no-brasil

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Negra

És bela,
És linda,
És negra.

Seus olhos negros iluminam
como noites de lua cheia.
Seus lábios aquecem
Como fogueira em noites frias.

Seu colo acolhe
como a mãe mais amorosa.
Sua voz ecoa ao longe
como o mais raivoso trovão.

Tu és forte, mulher negra!
E és mais preciosa do que podes imaginar.
Teu corpo é sacro, solitário ou profano,
mas a você, só a você cabe escolher.

Sinta-se bela.
Sinta-se linda.
Por que és, mulher negra!

Por Priscila Messias



sábado, 27 de janeiro de 2018

Papodiminina no youtube

Querid@s leitores,

Depois de muito pleitear montei um canal no YouTube. Ainda estou aprendendo a usar os recursos disponíveis, editar vídeos e tudo mais e na maior insegurança de não dar certo.

Mas, como precisamos dividir nossos conhecimentos, trocar experiências e fazer novas amizades, resolvi tentar e conto com vocês na ajuda para divulgação e visualização dos vídeos.

Ainda continuarei postando textos semanalmente, vou tentar manter essa regularidade, e espero que continuem por aqui.

É muito bom dividir minhas experiências, anseios, medos e esperanças com vocês.

Um grande abraço a tod@s.
Por Priscila Messias.

https://www.youtube.com/channel/UCg3D2x3wBMEMSm5GpuDxFfg

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Estamos em construção

Um dos pontos mais importantes do feminismo é viver uma mudança nas estruturas da sociedade, queremos um mundo em que tenhamos direitos e deveres igualmente repartidos e que possamos agir como bem quisermos. Então para tal, é necessário que os homens entendam e defendam o mesmo ponto de vista.

Estou no meu segundo casamento e meu marido é desses homens desconstruídos que temos visto por aí, temos um filho juntos e já entrei nesse relacionamento com dois filhos do meu primeiro casamento, ou seja, temos 3 crianças dentro de casa, além de uma cadela e uma gata. Eu trabalho dois turnos diariamente, estou sempre estudando, além de ter que cumprir as responsabilidade com os filhos e a casa, e tentar ter uma vida social.

Pois bem, não dou conta de tudo, sem meu marido ao meu lado, dividindo as tarefas diárias teria que abrir mão dos meus estudos e vida social, pois é impossível dar conta de tanta coisa ao mesmo tempo. Dentro dos padrões sociais a que estamos acostumados, eu sou uma mulher que não dá a atenção devida aos filhos e ao marido, já me culpei por isso, agora não mais, aprendi que eu preciso fazer por mim também, que posso me dar ao luxo de me cuidar ou sentar na frente da TV para ver um filme.

Nos dias da entrega dos meus trabalhos acadêmicos, não tenho tempo para cuidar dos meninos, limpar a casa e fazer a refeição, quem faz isso tudo é meu parceiro, ele dá atenção para o pequeno, se dispõe a intervir nas "tretas" dos maiores e ainda providencia a comida, enquanto estou queimando meus miolos para entregar minhas tarefas dentro do prazo. De igual modo, quando meu amado quer realizar seus "pedais" durante seus intervalos de uma atividade ou outra, quer tomar uma cerveja com os amigos ou precisa tirar um cochilo antes de enfrentar outra jornada de trabalho, tenho que respeitar suas necessidades.

Existe algo errado nessa relação? Acredito que não! Estamos constantemente nos ajustando e procurando atender a necessidade do outro, e para isso é preciso "desconstruir" muitos conceitos e construir outros padrões e valores. Minha vida é bem mais leve ao lado dele, mesmo tendo filhos, trabalho, estudos e tudo mais. Sou a sua parceira e não sua sub ou sua auxiliadora como muitos insistem em rotular suas esposas, ele entende que essa relação não deve ser desigual e que pra dar certo é preciso divisão de tarefas e busca pelas realizações pessoais e familiares.

Por isso que amo esse homem e quero viver muitos anos ao lado dele construindo uma relação forte e de igualdade.

Um abraço a tod@s
Por Priscila Messias

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Mais sororidade, por favor!

Sororidade: é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

As mulheres travam lutas para sua sobrevivência desde sempre.
Lutaram para ter direito à cidadania, direito sobre seus filhos, direito ao voto, direito a ter fonte de renda, direito a decidir sobre o seu próprio corpo, direito a ter suas próprias escolhas, e lutam diariamente para que esses direitos não lhes sejam roubados.

Mulheres eram propriedade de seus pais e maridos e serviam como moeda de troca e possibilidade de manutenção de status através de acordos nupciais. Aquelas histórias lindas de amor dos tempos medievais e mais modernos do Século XVIII provavelmente eram impossíveis e não passam de contos que escondem verdadeiros shows de horrores para milhares de mulheres daquela época. Vez ou outra, mulheres fortes e corajosas, cansadas de padecer nas mãos de homens que não as respeitavam como seres humanos, se empenhavam em lutas com poucos resultados e mudanças em suas sociedades.

Mas, o final do século XIX foi um momento crucial para nós - as mulheres se viram obrigadas a entrar no mercado de trabalho e se tornaram necessárias para a manutenção da economia em diversos países - foi quando a luta de fato começou. Mulheres que trabalhavam até 18 horas por dia, em condições insalubres e tinham salários bem abaixo do que os dos homens. Depois de um dia exaustivo, vivenciando abusos e injustiças ainda sofriam os abusos em seus lares.

Elas se deram conta que, se eram fortes para lidar com tudo aquilo, também eram fortes para lutar, mesmo que isso lhes custassem a vida. Nesse período existiram mulheres que, por sua posição social ou cultural não precisariam morrer por uma causa humanitária, mas assim o fizeram, pois não pensavam apenas em si mesmas, mas em todas as outras, até aquelas que as julgavam e as apedrejavam. Guerreiras que entendiam o que significava essa tal sororidade.

Com o crescimento do movimento feminista e sufragista, e a partir das vitórias e mudanças geradas nas sociedades ocidentais a alta sociedade patriarcal não se deixou vencer e vem travando uma eterna luta contra nós. São constantes os ataques quando percebem que as mulheres vão dominando espaços antes exclusivos de homens cis, brancos e ricos. A religião, a economia e os governos buscam dogmas, mitos e leis que prejudicam nossas lutas e nos dispersar, e assim a sociedade vai vendo com normalidade situações que nós, que militamos pelas causas femininas entendemos como desrespeito e degradação da mulher.

Aproveitam do medo e da falta de conhecimento para criar discórdia social entre as próprias mulheres, e assim desacreditar nossa luta nos colocando como loucas, histéricas, desajustadas e outros sinônimos mais que tentam descredibilizar nossas reivindicações. Quando falamos em sororidade, falamos em força, unidade e cumplicidade, pois nem todas nós sofremos com as desventuras do machismo presente em nossas sociedades. Eu não sou vítima de violência doméstica, mas existe uma irmã que é. Eu não vivo em extrema pobreza, mas existem irmãs que vivem. Eu nunca sofri violência sexual, mas milhares das minhas irmãs sofrem quase que diariamente. Sororidade quer dizer que preciso aprender a ter empatia pela causa de outras mulheres, porque eu luto não apenas para mim, mas para todas nós.

O feminismo não é uma luta em vão, assim como outras a favor das minorias e segregados, ela tem razão de ser e existir, então, procure se informar, ter sua própria opinião sobre os temas em questão e tenha sororidade pelas irmãs que não têm seus direitos respeitados, independente de sua perspectiva sobre os fatos.


Um abraço a tod@s
Por Priscila Messias

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A verdadeira beleza!

"Somos as coisas que moram dentro de nós. Por isso, há pessoas tão bonitas, não pela cara, mas pela exuberância de seu mundo interior." Rubem Alves

É conhecido que em toda nossa existência buscamos a beleza, investe-se valores suntuosos para corrigir características físicas que não se enquadram no padrão de beleza imposto pela mídia. Ora precisamos emagrecer, ora encorpar; temos que alisar os cabelos em alguns momentos, em outros permitir que eles apresentem sua estrutura natural; em dados momentos a beleza tem um padrão, de repente tudo muda e todos precisam se adequar.

A beleza física é algo que acaba, nosso corpo envelhece ou pode ficar doente e com isso todo investimento com cuidados com a pele ou cabelos se perdem em questão de dias, meses ou anos. É importante para nossa auto-estima que estejamos bem,concordo, mas o mais importante não é nossa beleza exterior, mas sim nossa impressão como seres humanos. Esse tipo de beleza, conhecida com beleza interior só adquirimos através da nossas experiências e escolhas.

Será que consigo encantar quem está ao meu redor? Será que faço mais bem do que mal àqueles que convivem comigo? Será que meus amigos e familiares se orgulharão de terem estado ao meu lado ou sentirão um alívio com minha partida?

Assim como cuidamos da nossa aparência, devemos cuidar do nosso interior. Assim como alimentamos nosso corpo para que fiquemos fortes e saudáveis, é importante que alimentemos nossas mentes, nosso espírito com coisas boas e convivamos com pessoas que, assim como nós, busquem essa constante saúde mental e espiritual. Não estou falando de religião, até porque não acredito nelas, mas de fraternidade, empatia e humanidade.

Mas, atenção!!!! O alimento errado deixa nosso interior feio e desprezível. Invés de luz e boas vibrações, seremos transmissores de dor e tristeza. Cuidado para não se transformar no monstros ao invés do médico!!!

Um grande abraço a tod@s e MAIS AMOR, POR FAVOR!
Por Priscila Messias

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O mundo precisa de nós!

Estou um pouco cansada,
cansada de ter tanto conhecimento e pouco poder fazer.
Tenho acesso a informações, que noutros tempos nunca teria,
Sei de coisas que o ser humano é capaz de fazer que me causa extrema dor.

Gostaria que o meu saber pudesse salvar,
pudesse transformar e tornar a vida de muitos um pouco mais tolerável.
Gostaria de levar esperança e possibilidades
para muitos daqueles que lhes é negado o mínimo.

Não era a religião que deveria salvar os oprimidos?
Não seria então a política que promoveria uma vida mais digna?
Enquanto estas estiverem corrompidas pelo dinheiro e pelo poder,
seremos apenas massa de manobra para operações cada vez mais bizarras.

Não será a violência nem a opressão que salvará a humanidade,
não é a soberba e tão pouco a ganância que tornará o nosso mundo mais indolor.
Depende de nós, de alguma forma lutar contra tudo que nos torna menos humanos,
apenas o conhecimento pode nos tornar capazes de transformar.

Sozinha pouco posso fazer, mas com outros como eu, posso transformar gerações
Mas, onde estão vocês, que assim como eu
sofrem com o sofrimento do outro?
Precisamos nos unir e salvar essas vidas que gritam por socorro.

Precisamos parar de apenas sonhar e agir.

Abços a tod@s
Por Priscila Messias



domingo, 29 de outubro de 2017

Vamos lutar pelo que de fato está destruindo nossa sociedade!

“Erradicar um tabu é mais difícil que adquirir um hábito.” Jeferson Calixto

Assim como todas as novelas da autora Glória Perez, a novela A Força do Querer tinha o objetivo de tratar sobre "diversidade, de tolerância, das dificuldades de compreender e aceitar o que é diferente de nós"¹ o que causou grande polêmica, principalmente nas redes sociais. A trama mais importante da novela girava em torno da história, baseada em fatos reais, de personagens envolvidos com o trafico de drogas e violência em uma favela fictícia. Além dessa, também havia outro trama muito polêmica que contava a história de um homem transsexual, que inicia a novela como menina e vai sofrendo sua transição no desenrolar dos episódios. Houve grande reprovação do grupo de cidadãos brasileiros que se dizem "guardiões da família" e surgiram apelos para um boicote em massa, demonstrando, assim, a insatisfação da nação "de bem".

Concordo que a televisão tem usado de muito apelo sexual e violento para prender o grande público, e que isso não é bom para as crianças e adolescentes que se utiliza desse meio de comunicação para o entretenimento, mas o que me chama a atenção é o que se torna gatilho para as mobilizações de reprovação. Se as novelas, filmes ou movimentos artísticos em seus conteúdos apresenta características de desigualdade social, racismo, violência ou erotização, a sociedade da "moral e bons costumes" não grita, não se incomoda, não reclama; mas quando o assunto aborda através de seus personagens assuntos como sexualidade ou quebra dos papéis de gênero, a bíblia sai das estantes e começa uma caminhada em prol a moralidade.

Vi diversos debates onde populares diziam que quem apoia a discussão sobre assuntos envolvendo sexualidade e gênero é pervertido, comunista (???) entre outros adjetivos. Não se fala seriamente sobre esses assuntos nas casas e nas escolas, tudo é tratado por "pinceladas" e os dias vão passando e a vida também. O discurso de quem se opõe a esses temas é que todo mundo vai virar gay, lésbica ou afins, e assim a humanidade se perderá na promiscuidade (como se o fato de ser homossexual significasse ser promiscuo). Concordo que as crianças são muito influenciáveis, mas a sociedade tem se focado no tema errado.

Em minha rotina em sala de aula vinha percebendo a mudança de comportamento dos meus alunos que concomitava com o desenrolar da novela, tanto dos meninos quanto das meninas. Como eles seguiam a novela com seus responsáveis, eles acompanharam a trama até o final e eu sofrendo com as atitudes que foram tomando por conta da influência dos personagens. Eles sabem me contar o resumo de toda a trama, mas não conseguem realizar uma produção de texto fazendo um resumo de qualquer outra coisa; eles criam um roteiro para brincadeira inspirados nos personagens, mas não se interessam em fazer alguma apresentação proposta por mim.

E eu lhes pergunto: quais personagens e enredos mais interessam essas crianças? Os personagens homo ou transexuais com suas relações amorosas? NÃO!!!! Meus alunos são o Rubinho, o Sabiá e a Bibi, seus recortes e jogos de montar agora viram armas, o linguajar das crianças mudou e ganhou palavrões e gírias faladas por esses personagens, nos momentos livres e recreio ficam brincando de "bandido" e a brincadeira ficou mais violenta provocando momentos de tensão quando alguém se machuca.

Parece que os pais não se dão conta da gravidade da situação, quando relatamos o comportamento agressivo ou desrespeitoso das crianças, ouvimos a célebre frase: "mas em casa ele não faz isso", ou eles não percebem ou estão banalizando as atitudes de seus filhos.

Será que o foco da mobilização social deve ser mesmo no se trata de sexualidade? Será que discutir sobre os papéis de gênero e suas mazelas é o que vai destruir a sociedade? Porque não abrimos os nossos olhos e deixamos nosso moralismo de lado e cuidamos de fato de nossos filhos e crianças que amamos? Porque mantemos o silêncio velado e torcemos para que nenhum mal atinja os nossos, em vez de conversarmos sem reservas a fim de proteger a quem amamos?

Ficam as perguntas para reflexão.

¹http://gshow.globo.com/tv/noticia/2016/12/nova-novela-das-9-conheca-trama-e-os-personagens-de-forca-do-querer.html