sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ser mãe por Priscila Messias

Sempre ouvir dizer que ser mãe era "padecer no paraíso", e hoje posso responder prontamente a essa frase.
Desde que era pequenina sonhava em ter filhos, conforme fui crescendo meu sonho foi crescendo junto comigo e não via a hora de conhecer um lindo rapaz, amável e gentil, que me compreendesse e topasse encarar essa jornada comigo. Mas com meu sonho de ser mãe também vieram outros: o de ser uma profissional bem sucedida, uma mulher reconhecida e respeitada no meio em que estivesse e resolvida financeiramente. E o que acho mais interessante é, que nem tudo ocorre da maneira que a gente planeja, acaba aparecendo atalhos que nos fazem chegar mais perto ou que nos distancia de nossos sonhos, temos que saber defini-los: e esse é um dos grandes segredos da vida!
Alguns dos meus planos consegui alcançar, outros AINDA não, mas engravidar até que não foi muito difícil não. Em 2006 tive o primeiro filho, o Leonardo, um menino muito bonitinho, calminho e compenetrado, o primeiro netinho dos avós maternos e o segundo dos paternos. Logo em seguida, por um descuido, veio o Rafael, em 2008 nasce meu "pimenta malagueta" que já saiu do meu ventre gritando e esperneando, prometendo encarar a vida com garra e força.
No início foi muito difícil, pois aliada a função de mãe também estava a de esposa, profissional e mulher. Confesso que ainda não é fácil, pois tenho que me privar de muitas coisas por conta das crianças. Voltar ao trabalho depois que finda a licença maternidade dói demais; dar continuidade aos estudos é um desafio; tudo tem que ser adequado às crianças (passeios, viagens, festas, enfim...tudo!), e ainda existem responsabilidades nessa função que exigem de nós o desenvolvimento de habilidades que nem sempre nos identificamos e gostamos - e pra mim a pior delas é cozinhar, ter que planejar o que será servido agora e depois, se a alimentação é adequada aos pequenos e blá blá blá.
Ah! E ainda tem outra questão, a palavra "mãe" é utilizada a todo momento, tem hora que até irrita. E dentro dessas três letras existe uma infinidade de funcionalidades, entre elas estão: matar a fome, espantar os medos, contar histórias e estórias, apartar brigas, servir de remédio para o mal-estar e doenças, dentre outras mais.
Mas apesar de tudo, de todas as noites mal dormidas, dos batons e cremes perdidos, e de ter que ir pra cozinha, eles são a razão da minha existência, é um amor incondicional que só quem vive ou viveu a experiência da maternidade e mergulhou nela sabe do que estou falando, ser mãe não é padecer é "viver (com algumas restrições) num paraíso cheio de descobertas, choro, risos e bagunça".
Eles são o motivo da minha alegria:




Abço a tod@s.
Postar um comentário