quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O que importa é viver a vida!

Há pouco tempo vivi a experiência da perda de um amigo de infância, já não convivíamos juntos há tempos por conta dos rumos que a vida traça para cada um. Mas, acompanhei à distância grande parte de sua história, além de nos esbarrarmos por aí algumas poucas vezes.

Quando soube de seu falecimento, vivi uma nostalgia que me doeu o coração. Revivi alguns momentos que dividimos juntos, nossa brigas de crianças, implicâncias mútuas e amores juvenis; me lembrei de nosso grupo de amigos e a saudade daquele tempo vivido, e me perguntei o porquê da vida ser tão breve. Aquele rapaz estava com a vida em curso, assim como eu, e a morte lhe roubou o fôlego de vida, pois o destino decidiu que ele deveria sair de cena.

Essa nostalgia me fez refletir sobre minha própria vida, me fez parar e ver tudo acelerado à minha volta: minha história, minha família, minha conduta frente as circunstâncias e meus anseios. É difícil encarar a realidade, perceber que a vida é breve e passageira, que hoje estou aqui, mas amanhã posso não estar mais. A partir de toda minha reflexão percebi que a minha vida é para ser vivida.

Tenho vida para que eu sinta as alegrias, as dores, os amores, as desilusões, os prazeres e as privações. Para que enfrente tudo com o objetivo apenas de estar bem comigo mesma, de sorrir e fazer o melhor para os que me cercam. Entendi que preciso apenas fazer o bem sem ver a quem, amar quem mereça meu amor, chorar as minhas dores e me levantar para continuar a amar e a viver e a seguir.

Decidi que não quero saber se há um lugar para os bons ou para os maus, não me interessa se há vida após a morte ou se há retorno, só preciso viver o que conheço e viver o melhor que posso com as pessoas que estão ao meu redor.

Em meio às lágrimas entendi que a morte daquele meu jovem amigo me permitiu renascer.

Um abraço a tod@s

Por Priscila Messias
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